Ação ON — Ordinária
O código de negociação de uma ação ON termina em 3 (ex.: ITSA3, PETR3). Características principais:
- Dá direito a voto em assembleia de acionistas — eleição de conselho, aprovação de contas, decisões estratégicas.
- É a classe de ação que representa o controle da empresa: quem detém a maioria das ações ON, em geral, controla a companhia.
Ação PN — Preferencial
O código termina em 4 (ex.: ITSA4, PETR4), ou às vezes 5/6/7/8 quando existe mais de uma subclasse de preferencial (PNA, PNB etc.). Características principais:
- Geralmente não dá direito a voto (existem exceções específicas previstas em lei, como em situações de inadimplência prolongada de dividendo).
- Em compensação, tem prioridade no recebimento de dividendos em relação à ON, e por lei (Lei das S.A., art. 17) precisa receber pelo menos 10% a mais de dividendo por ação do que a ON — quando o estatuto não define uma vantagem maior.
- Também tem prioridade sobre a ON no reembolso de capital, em caso de dissolução da empresa.
Por que isso importa na prática
Para investidor pessoa física com foco em renda passiva, a ação PN costuma ser a mais buscada justamente pela prioridade e pelo piso legal de dividendo maior — mas isso não é regra absoluta: o estatuto de cada empresa pode equalizar ou até inverter essa relação em situações específicas. Vale sempre conferir os proventos históricos de cada classe (ver a tabela de proventos na ficha da ação) antes de assumir qual classe paga mais.
Nem toda empresa tem ação PN
Muitas empresas listadas no Novo Mercado (segmento de listagem com regras de governança mais rígidas da B3) só emitem ação ON — é uma exigência do próprio segmento, pensada pra dar peso de voto igual a todos os acionistas. A WEG, por exemplo, só tem WEGE3. Já empresas listadas em segmentos tradicionais, ou que migraram há muito tempo, costumam manter as duas classes — caso da Itaúsa, com ITSA3 e ITSA4.